Vitamina D: a “epidêmica” hipovitaminose nos últimos anos e aspectos relevantes na suplementação

Ao começar a se preocupar mais com sua alimentação, você vai ouvir – ou procurar saber – sobre suplementos. Suplementos, no geral, abrangem desde o famoso “whey” até vitaminas específicas.
A maioria das pessoas que começam sem auxílio de um profissional de saúde, adquire pós e cápsulas, de forma aleatória, deixando de aproveitar seus benefícios.
Não se trata de “tomar bomba”, como quem não conhece o mercado de suplementos pode pensar.
É, na verdade, uma tentativa de compensar deficiências que você acha que tem.
Você aceita sugestões de amigos mais experientes no mundo da musculação ou, quem sabe, faz pesquisas em fóruns relacionados na internet.
Os fabricantes e vendedores de suplementos tentam convencer você a adquirir desde produtos que podem aumentar sua massa muscular até termogênicos com efeitos colaterais terríveis.
Fora a extensa lista de produtos ricos nisso ou naquilo, que você ainda não entendeu bem pra que serve, mas acha que é bom porque alguém disse que é.
Não se enfureça com os fabricantes nem com os donos de negócios nesse nicho: eles estão apenas fazendo o trabalho deles.
O que você precisa saber é que há pelo menos duas suplementações que o seu organismo pode exigir de você pra já: Vitamina D e Ômega 3.
Mas não basta apenas abrir uma página do Google e digitar “Vitamina D comprar” e pronto.
O ideal é procurar um profissional de saúde e fazer exames específicos para verificar seu nível de “vitamina D”. Então, ele poderá indicar a dosagem e forma específica para suprir uma eventual deficiência.
Nesse post vamos tratar, especificamente, da Vitamina D.

O QUE É VITAMINA D E QUAL A SUA FUNÇÃO NO ORGANISMO

Vitaminas “são compostos orgânicos e nutrientes essenciais de que o organismo necessita em quantidades limitadas”.
A “vitamina” D, no entanto, não é um composto ou substância conforme definido acima, uma vez que não pode ser, simplesmente, ingerida.
Na verdade, a vitamina D é um hormônio esteróide lipossolúvel.
É através da incidência de sol na pele que há estímulo à produção de vitamina D3, a partir do colesterol – por isso é um hormônio esteroidal.
A partir da incidência da luz solar em uma molécula pré-colesterol, o fígado converte a vitamina D em calcidiol. O corpo, então, armazena o calcidiol no sangue e na gordura para uso.
A deficiência em vitamina D tomou proporções “epidêmicas” de uns anos pra cá em várias partes do mundo e atinge todas as faixas etárias!
A manutenção de concentrações adequadas de cálcio e fósforo, a fim de garantir uma variedade de funções metabólicas, é uma das principais funções da vitamina D.
Estudos recentes, no entanto, demonstram que suas funções vão além do tecido ósseo. Por isso, sua falta aumenta o risco de doenças cardíacas, diabetes, alguns tipos de cânceres, depressão, complicações gestacionais, doenças autoimunes, etc.

QUAIS OS SINAIS E SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D

A melhor forma de identificar uma eventual deficiência em Vitamina D é fazer um exame de sangue para medir o nível dela em seu organismo.
Vale adiantar que, se você não tem exposição diária ao sol por pelo menos 20 minutos sem protetor solar, as chances de você estar com deficiência é grande.
Pessoas portadoras de doença renal crônica – principalmente os que necessitam de diálise, são incapazes de produzir de forma ativa a vitamina D.
Nesses casos é preciso fazer suplementação com dosagem específica, visando o metabolismo do cálcio. Com isso pode-se diminuir os riscos de doenças ósseas ou renais e regular os níveis de paratormônio.
Há estudos, ainda, que associam a depressão e a esquizofrenia à deficiência em vitamina D.
Além disso, a osteoporose em adultos geralmente é causada por falta de vitamina D, que provoca deficiência na absorção de cálcio.
Crianças com hipovitaminose estão sujeitas ao raquitismo, podendo apresentar retardo de crescimento, surgimento tardio ou interrompido dos dentes, musculatura fraca, etc.
A fraqueza muscular pode ser sinal de deficiência, pois os músculos funcionam bem desde que os receptores sejam suportados por vitamina D.
É preciso ficar atento, também, a outros sinais sutis que podem ter relação com deficiência em vitamina D.
Ficar doente com frequência pode ser sinal de baixos níveis de vitamina D.
Resfriados ou gripes, por exemplo, podem ter relação com hipovitaminose, uma vez que a vitamina D tem importante papel na função imune.
Sentir-se cansado o tempo todo pode até parecer aceitável diante da rotina diária estressante a que somos submetidos. Mas é necessário atentar para o que seria uma fadiga crônica e, até mesmo, dores de cabeça.
Estudos demonstram, por exemplo, que mulheres jovens com níveis sanguíneos de vitamina D menores que 20ng/mL ou 21-29ng/mL eram mais propensas a se queixar de fadiga do que aquelas com níveis superiores a 30ng/mL.

A PRODUÇÃO DE VITAMINA D E O SOL

Aumentar sua exposição ao sol pode não modificar muito seu nível de vitamina D.
Principalmente se considerarmos que nas grandes cidades, onde há poluição, a incidência de irradiação solar é reduzida.
O uso de filtro solar, por sua vez, pode reduzir em até 95% a produção de vitamina D pela pele.
Ainda que você se exponha ao sol, antes de aplicar filtro solar, por períodos de 5 a 30 minutos, no mínimo, isso não é garantia de um nível adequado de vitamina D no sangue.

SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA D

Pode ser que a essa altura do texto você tenha quase certeza que seus níveis sanguíneos de vitamina D estão baixos (para ter certeza procure um médico e faça o exame).
Não basta ir até a farmácia ou loja de suplementos mais próxima e adquirir um pote de cápsulas de “Vitamina D”.
Como falamos no começo do texto, a “vitamina” D não pode ser, simplesmente, ingerida.
Dependendo do nível de deficiência, será necessário realizar a suplementação na forma injetável, em gel de alta absorção pela pele ou em gotas sublinguais. Isso faz com que ela seja diretamente absorvida na corrente sanguínea, a fim de exercer sua função e evitar danos ao metabolismo.
É preciso, também, identificar a causa real da hipovitaminose.
Se o seu nível de fósforo, por exemplo, estiver alto o nível de vitamina D será prejudicado. Será necessário controlar o fósforo primeiro, a fim de adequar o nível de vitamina D.

CONCLUSÃO

Há grande possibilidade de você estar entre mais de 1 bilhão de pessoas com níveis baixos de vitamina D.
Talvez essa situação seja indicativa de hábitos de vida pouco saudáveis de nosso tempo.
Ir para o trabalho em um carro com insulfim, passar o dia todo no escritório com ar condicionado ligado e janelas fechadas, permanecer “enclausurado” enquanto o sol brilha lá fora, talvez não seja culpa sua.
Pode ser que você tenha escolhido manter uma vida saudável e sinta dificuldades além das naturais. Por exemplo, fadiga e cansaço ou dores musculares que ultrapassam a normalidade.
Se esse é seu caso, procure um profissional de saúde competente, a fim de verificar os níveis de vitamina D em seu sangue. A adequação de vitamina D no organismo trará benefícios relevantes e você ficará ainda mais motivado em sua mudança.

Comece já!

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